Sou desenvolvedor, fundador de uma empresa de tecnologia, presbítero e cantor na igreja, marido e pai. Quando conto isso, a pergunta vem na hora: "como você dá conta de tudo?" A resposta honesta é: nem sempre dou — e foi aprender a lidar com isso que mudou tudo.
A ilusão do equilíbrio perfeito
Por muito tempo eu busquei "equilíbrio", como se desse para dividir o dia em fatias iguais e perfeitas. Não dá. Tem semana que o trabalho aperta, tem semana que a família precisa mais, tem época que o ministério pede. O segredo não é equilíbrio constante — é prioridade clara sobre o que não pode cair.
O que mudou quando coloquei propósito antes
Quando o porquê ficou claro — servir a Deus, cuidar da minha família e fazer um trabalho que ajuda pessoas de verdade — ficou muito mais fácil dizer "não". Não para todo projeto, não para toda oportunidade, não para o que rouba tempo do que importa. Propósito não enche a agenda; ele filtra a agenda.
A disciplina que sustenta
Na prática, três coisas me ajudam:
- Horários protegidos: família e fé entram na agenda como compromissos inegociáveis, não como "sobra".
- Foco no que rende: trabalhar com método (e automatizar o repetitivo) libera tempo para o que é humano.
- Aceitar as estações: nem todo período é igual, e tudo bem.
Por que conto isso aqui
Porque acredito que tecnologia é meio, não fim. Eu construo sistemas para que pessoas tenham mais tempo para o que importa — e isso só faz sentido se eu viver assim também.
Se você valoriza trabalhar com alguém que tem esse tipo de bússola, a gente provavelmente vai se entender bem. Fale comigo.